14.2.17

Amei em Janeiro [2017]

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Dia 20 de janeiro foi quando entrei de férias e apesar de ter perdido meu tempo com muita coisa que considero bobagem consegui fazer o restinho do meu mês ser, pelo menos, um pouco produtivo. 

Os melhores links

A Teoria do Pote por Laura Pires, um texto leve pra te fazer pensar e aprender a entender e respeitar as diferenças e o que é importante para seu parceir@ quando se está em um relacionamento.

Ninguém é obrigado a gostar de você por Hariana Meinke, sobre a nossa vontade de ser amado por todos e nossas frustração quando não é exatamente isso que acontece. Mais um daqueles textos pra dizer apenas que: calma, tá tudo bem.

Essa playlist de filmes Indie no Filmow, pra quem ama coisas feitas independentemente, como eu, vai ser o maior achado do mês - definitivamente.

Página Aquele Eita no Facebook, algumas coisinhas da vida expostas em tirinhas. É um amor, gente! Só vai ver. Sério. Dá só uma olhada nessa aqui.


Filme: Sete Vidas

Ben Thomas, um homem que se vê em uma encruzilhada da sua vida e busca uma maneira de redimir suas culpas. Ele descobre que tem o poder de mudar as circunstâncias de sete pessoas que ele não conhece e merecem uma segunda chance. Mas uma delas conquista o seu coração, e ele terá que decidir se deve desistir do plano e revelar o seu segredo.
Acreditem, Sete Vidas não é apenas um filme é O Filme, fez a minha família chorar e o melhor de tudo é que ainda tem na Netflix.

Vídeo: O mais construtivo do Mês

Sabe quando a gente fica triste por x's motivos e a única coisa que precisamos é que alguém nos dê um abraço? Era assim que eu estava me sentindo e a Stephanie veio com esse vídeo e simplesmente me abraçou com suas palavras. Definitivamente mais um pra lista do: calma, tá tudo bem.
Ainda sobre o vídeo tenho que admitir que me viciei na música que ela indicou e de agora em diante não tem um dia de bad que ela não entre na minha playlist. Clica aqui pra ouvir.

Álbum favorito

e não precisa ser um que foi lançado nesse mês, é só o que mais ouvi mesmo

Amém, The Lumineers! Não sou de escolher bandas/cantores favoritos, mas se tivesse que fazer isso eles iriam concorrer acirradamente com qualquer um outro.

Um game: Coming Out Simulator 

um jogo que simula "sair do armário", ou seja, assumi a homossexualidade
Descobri o jogo em uma gameplay do LubaTvGames e como sempre fui me informar antes de assistir o vídeo e gente. GENTE. Quando vi que era online surtei e claro que fui viver essa experiência sozinha, desculpa, mas não ia perder isso nem f***. E sabe um jogo que ganhou um espaço no meu coração? Taí! É difícil explicar, mas ele é bem mais que um simulador, quem quiser jogar também é só clicar aqui. A única parte ruim é que é em inglês, no entanto para quem sabe o básico dá pra entender bastante coisa. 

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Eu iria falar de séries, mas assisti e gostei de tanta coisa que não iria caber aqui. De qualquer forma vamos aproveitar o espaço: vocês assistiram Desventuras em Série? Se sim, vem aqui que eu quero conversar com você no recreio.
Enfim, vamos trocar links, figurinhas e outros amores via pixel!

6.1.17

Notas sobre sentimentos humanos #1

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gif retirado de [ X ]

Seus cabelos eram pretos e curtos fazendo-a parecer ainda menor do que realmente era. Costumava andar por aí cabisbaixa, tão curvada que a qualquer momento parecia ser capaz de enroscar-se em si mesma como se fosse apenas uma bolinha de papel amassada que foi jogada na sarjeta. Ela poderia fazer isso, sentia-se incrivelmente minúscula e insignificante no meio daquelas centenas de arranha-céus gigantescos e imponentes, dos carros e das pessoas seguindo o caminho de suas próprias vidas, era como se não fosse nada no universo.
Poucos notavam que ela estava passando por aquela avenida, e quem percebia não dava a menor importância, sequer esticava a mão para ajudar. Ela se sentia horrível, pensava todos os dias em desaparecer, acreditava que não iria fazer falta à ninguém. E o engraçado é que várias como ela esbarravam entre si naquela cidade enorme, mas nem elas mesmas reparavam. 

A sociedade dizia para se esconderem pelas vielas sujas daquele lugar pois ninguém deveria ser assim e muito menos se sentir como elas. Mas no fundo todo mundo sentia o mesmo, porém logo que percebia tratava de esconder à sete chaves o mais longe possível do olhar alheio. Portanto todas viviam todas assim, cada uma dentro de si, escondidas no seu próprio universo com seus problemas que pareciam ser maiores que seus corpos. Sem compartilhar nada com ninguém, porque, afinal, sentir-se triste naquele mundo era errado. 

Essa imposição só piorava tudo, as lágrimas que escorriam de seus olhos levavam pra longe seus próprios sonhos, molhando e apagando a chama de cada um deles pouco a pouco. Era todo dia assim, um ciclo repetitivo que só iria acabar quando não restasse mais nada, mas que ainda assim iria recomeçar. 

O vento forte da noite fria servia como um agente catalisador que empurrava todas elas para um só lugar da cidade como faz as ondas do mar com os barcos em uma tempestade. Elas se uniam pondo suas máscaras de felicidade e contando boas histórias umas para as outras em bares onde gastavam suas sextas-feiras com tentativas vãs de reprimir suas emoções. 

Elas eram torturadas e também suas próprias torturadoras. Eram sintoma de depressão que fazia qualquer um descer até o fundo do poço ao mesmo tempo que trazia motivação e vontade de continuar para alguns. Ela era silêncio absoluto e barulho ao mesmo tempo. Fazia as pessoas se unirem, mas era potencial destruidora de vidas. Eram várias separadas entre si, como irmãs longes uma das outras, cada uma sentida de uma forma diferente mas que no fundo formavam apenas uma só. 

Elas não eram pessoas. 
Eram na verdade um só sentimento. A tristeza. 
Aquela que podia ser sentida de diversas formas diferentes, causada por diversas coisas aleatórias, mas que no fundo seria apenas uma só. Um sentimento reprimido pela sociedade, muitas vezes romantizado, mas que na verdade ninguém se importava.

xxx

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